Em resumo: O Centro de Arte Popular (CAP) em Lourdes mantém uma programação de exposições temporárias que alterna entre mostras individuais de mestres da cultura popular e coletivas temáticas. Em 2026, a agenda inclui desde cerâmica figurativa do Vale do Jequitinhonha até instalações contemporâneas que dialogam com o acervo da Cemig. As exposições costumam durar entre 45 e 60 dias, com entrada gratuita na maior parte dos casos.
O Que Está em Cartaz no CAP em 2026: Calendário de Exposições Temporárias
O CAP opera com duas salas principais para mostras temporárias: a Sala do Artesão, no térreo, e a Sala do Artista Popular, no segundo andar. Em 2026, a programação começa com "Barro e Memória" (fevereiro a abril), reunindo peças de Mestre Dezinho e Mestra Cida, ambos do Vale do Jequitinhonha. A curadoria privilegia peças utilitárias transformadas em esculturas — potes, jarras e figuras humanas com traços expressionistas.
De maio a julho, entra em cartaz "Fios do Sertão", focada em bordados e tear manual de Grupo Mãos de Minas, coletivo de artesãs de Araçuaí. As peças variam de painéis de 3m x 2m a pequenos quadros, com preços entre R$ 80 e R$ 1.200 para venda direta. A exposição ocupa as duas salas simultaneamente, algo incomum na programação do CAP.
No segundo semestre, "Reinados e Congados" (agosto a outubro) traz indumentárias, instrumentos e fotografias de festas de reinado de Contagem e Sabará. A mostra tem curadoria do Museu do Congado e ocupa principalmente a Sala do Artista Popular. Para novembro e dezembro, a exposição "Natal de Arte Popular" reúne presépios em madeira, barro e palha de 20 artesãos diferentes, incluindo peças do acervo permanente que raramente saem da reserva técnica.
Eventos Culturais no CAP: Oficinas, Palestras e Rodas de Conversa
Além das exposições, o CAP realiza eventos paralelos com frequência mensal. As oficinas de cerâmica acontecem aos sábados alternados, com duração de 3 horas e custo entre R$ 30 e R$ 60 por pessoa. A inscrição é presencial na recepção, e as vagas costumam esgotar em até 2 dias — chegue cedo ou ligue antes.
As palestras sobre cultura popular ocorrem na primeira quinta-feira de cada mês, às 19h, com entrada gratuita. Em 2026, a programação inclui temas como "Patrimônio Imaterial em Minas" e "O Ofício dos Mestres do Jequitinhonha". Os palestrantes são, na maior parte, pesquisadores da UFMG ou mestres artesãos convidados. Não há necessidade de inscrição prévia, mas o auditório tem capacidade para 60 pessoas — em palestras com nomes conhecidos, chegue com 15 minutos de antecedência.
Eventos: Vale a Pena?
- Prós: Programação diversificada que cobre diferentes técnicas (cerâmica, bordado, madeira); entrada gratuita na maioria das exposições e palestras; oficinas com preço acessível comparado a ateliês particulares na Savassi.
- Prós: Oportunidade de comprar peças diretamente dos artesãos, sem intermediários; curadoria cuidadosa que evita peças meramente decorativas.
- Contras: Exposições temporárias têm curta duração (45–60 dias); se você perder, pode esperar meses para ver algo similar.
- Contras: Oficinas têm vagas limitadas e horários restritos (apenas sábados alternados); não há programação noturna regular além das palestras mensais.
Dicas Práticas para Aproveitar os Eventos do CAP
- Verifique o calendário no Instagram oficial (@centrodeartepopular) — a programação de exposições é publicada com 30 dias de antecedência, mas eventos extras podem surgir com 1 semana de aviso.
- Evite feriados prolongados: o CAP fecha em dias como Natal, Ano Novo e Corpus Christi, e as exposições podem abrir com atraso na montagem.
- Combine a visita com o Café do CAP (no térreo, ao lado da recepção) — o café é razoável, mas o forte é o espaço ao ar livre nos fundos, com mesas na sombra.
- Leve dinheiro em espécie para compras de artesanato: muitos artesãos não aceitam cartão, e o CAP não possui caixa eletrônico próprio.