história do centro de arte popular

História do CAP e o Acervo de Arte Popular Mineira da Cemig

Por Equipe Rolezero · Atualizado em 19/05/2026

Em resumo: O Centro de Arte Popular (CAP) nasceu em 2005 a partir de uma parceria entre a Cemig e o Governo de Minas, ocupando um casarão histórico em Lourdes. Seu acervo permanente reúne cerca de 1.500 peças de arte popular mineira, incluindo obras de Mestre Vitalino, Mestre Dezinho e artesãs do Vale do Jequitinhonha. A coleção da Cemig, que forma o núcleo do acervo, é uma das mais representativas do gênero no Brasil.

A Origem do CAP: Como a Cemig Criou o Maior Acervo de Arte Popular Mineira

O CAP foi inaugurado em 2005, mas sua história começa antes, nos anos 1980, quando a Cemig iniciou uma política de aquisição de arte popular para decorar suas sedes administrativas. O objetivo inicial era simples: ocupar as paredes dos escritórios com peças regionais. Com o tempo, a coleção cresceu e ganhou relevância, até que, em 2003, a empresa decidiu criar um espaço público para abrigá-la.

O prédio escolhido foi um casarão de 1920 na Rua Gonçalves Dias, originalmente residência de uma família de fazendeiros. Antes do CAP, o imóvel abrigou o Instituto de Previdência do Estado e ficou abandonado por anos. A reforma, concluída em 2005, preservou a fachada original e adaptou o interior para galerias, com destaque para o pé-direito alto e as janelas de madeira que permitem iluminação natural controlada.

O Acervo Permanente: O Que Ver no CAP

O acervo do CAP tem aproximadamente 1.500 peças, com ênfase em cerâmica figurativa, escultura em madeira, bordados e tecidos. A maioria das obras é do século XX, mas há peças do século XIX, como santos de madeira e ex-votos do interior de Minas. O destaque fica para a coleção de Mestre Vitalino (1909-1963), com 12 peças que incluem seus famosos grupos de bonecos de barro representando cenas do cotidiano nordestino.

Outro núcleo importante é o de arte do Vale do Jequitinhonha, com obras de Mestra Cida, Mestre Dezinho e Mestra Izabel. As peças variam de pequenas esculturas de 10 cm a painéis de 2 metros. A sala do segundo andar exibe uma instalação permanente com 50 peças do Vale, organizadas por tema: festas, trabalho e religiosidade. O acervo também inclui fotografias de Maureen Bisilliat e Luiz Carlos Barreto, registrando artesãos em suas comunidades.

História: Vale a Pena?

  • Prós: Acervo de altíssima qualidade, com peças que não estão em outros museus de BH; curadoria que contextualiza as obras com painéis explicativos; entrada gratuita para ver o acervo permanente.
  • Prós: O casarão histórico é um atrativo por si só — a arquitetura de 1920 contrasta com a arte popular contemporânea; o acervo da Cemig é um dos maiores do Brasil em arte popular mineira.
  • Contras: O acervo permanente ocupa apenas 2 salas; se você já viu exposições temporárias, pode achar o permanente pequeno; falta de obras de outras regiões do Brasil (o foco é quase exclusivo em Minas).
  • Contras: A iluminação natural pode prejudicar a visualização de peças em dias muito claros; algumas peças estão atrás de vidro, o que dificulta fotos sem reflexo.

Dicas Práticas para Conhecer o Acervo

  • Comece pelo segundo andar: a instalação do Vale do Jequitinhonha é o ponto alto do acervo e merece pelo menos 30 minutos de atenção.
  • Peça o folder explicativo na recepção — ele tem um mapa do acervo e informações sobre cada sala; é gratuito.
  • Visite em dia de semana pela manhã: o acervo permanente fica vazio, e você pode apreciar as peças sem pressa.
  • Combine com o Museu do Artesanato (na Praça da Liberdade) — o acervo de lá complementa o do CAP com peças de outras regiões do Brasil.