história de Ramos Rio de Janeiro

História de Ramos, Rio de Janeiro: eventos, atrações e coisas para fazer

Por Equipe Rolezero · Atualizado em 19/05/2026

Em resumo: A história de Ramos, na Zona Norte do Rio, começa no século XIX com a Fazenda do Engenho Novo, que deu origem ao bairro. Hoje, as principais atrações são a Praça das Nações, a Igreja de São Sebastião e o Mercado de Ramos. O bairro não tem grandes museus ou centros culturais, mas preserva construções antigas e uma forte tradição de samba e pagode.

História de Ramos: das fazendas ao bairro residencial

O bairro de Ramos surgiu no século XIX, quando a região era ocupada pela Fazenda do Engenho Novo, que produzia cana-de-açúcar e café. Com a chegada da Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1858, a área começou a ser loteada e urbanizada. O nome "Ramos" é uma homenagem ao engenheiro João Ramos, que participou da construção da ferrovia. Até a década de 1940, o bairro era predominantemente rural, com sítios e chácaras.

O crescimento acelerado veio com a abertura da Avenida Brasil, na década de 1940, que conectou Ramos ao Centro e à Zona Norte. A partir dos anos 1950, o bairro se consolidou como área residencial de classe média baixa, com a construção de conjuntos habitacionais e a chegada de indústrias. Hoje, Ramos mantém características de bairro operário, com ruas estreitas e comércio de bairro, mas sofreu poucas transformações arquitetônicas desde os anos 1970.

Atrações e coisas para fazer em Ramos

As principais atrações de Ramos são ligadas à cultura popular e à vida comunitária. A Praça das Nações, na Rua Marechal Jardim, é o centro nevrálgico do bairro, com bancos, árvores e uma quadra poliesportiva. Aos sábados, a praça recebe uma feira de artesanato (das 8h às 13h) com produtos locais, como doces caseiros e peças de crochê. A Igreja de São Sebastião, na Rua Uranos, 500, é uma construção de 1920, com vitrais coloridos e missas aos domingos às 9h e 18h.

Outro ponto de interesse é o Mercado de Ramos, na Rua Leopoldina, 80, um galpão reformado que abriga bancas de frutas, verduras e peixes. O mercado funciona de segunda a sábado, das 6h às 18h, e é frequentado por moradores que buscam preços mais baixos que os supermercados. Para quem gosta de samba, o Bar do Zé (Rua Uranos, 450) promove rodas de samba informais aos domingos, a partir das 16h, sem couvert artístico.

Eventos em Ramos: o que acontece no bairro ao longo do ano

Ramos não tem grandes eventos oficiais, mas a Festa de São Sebastião, em janeiro, é a principal celebração religiosa, com procissão, missa campal e barracas de comida na Praça das Nações. O evento é organizado pela paróquia local e atrai moradores de bairros vizinhos, como Olaria e Bonsucesso. Outra data importante é o Aniversário do Bairro, em 23 de abril, quando a associação de moradores promove apresentações de grupos de pagode e samba na praça.

Para quem busca eventos culturais, o bairro vizinho Olaria tem o Olaria Clube, que sedia festas de aniversário e shows esporádicos. Ramos também participa do Carnaval de Rua com blocos informais, como o "Bloco do Zé", que desfila na Rua Uranos no sábado de Carnaval, a partir das 14h. A programação é modesta, mas autêntica, sem a estrutura dos grandes blocos do Centro.

História de Ramos: vale a pena visitar?

Vale a pena para quem se interessa por história local e cultura de bairro operário. Ramos não tem atrações turísticas convencionais, mas oferece um mergulho na vida cotidiana da Zona Norte carioca. A Praça das Nações e o Mercado de Ramos são bons pontos para conhecer o comércio local e interagir com moradores. Se você busca museus ou centros culturais, o bairro não é o melhor destino; prefira o Centro ou a Tijuca. Para quem quer entender o Rio além dos cartões-postais, Ramos é uma parada interessante.

Dicas práticas para visitar Ramos

  • Vá de trem: a estação Ramos fica a 5 minutos a pé da Praça das Nações e do Mercado de Ramos.
  • Visite no sábado de manhã: a feira de artesanato e o mercado estão abertos, e o movimento é tranquilo.
  • Evite visitar à noite: o bairro fica vazio após as 22h, e a segurança é irregular em ruas menos movimentadas.
  • Leve dinheiro em espécie: o Mercado de Ramos e a feira de artesanato não aceitam cartão de crédito.
  • Combine com um passeio a Olaria: os bairros são vizinhos, e Olaria tem o Olaria Clube e a Igreja de Nossa Senhora da Penha, que vale a visita.