MAB Museu de Arte da Bahia acervo

História e Acervo do MAB Museu de Arte da Bahia: Obras, Artistas e Exposições

Por Equipe Rolezero · Atualizado em 20/05/2026

Em resumo: O acervo do MAB Museu de Arte da Bahia reúne mais de 5 mil peças, com destaque para pinturas dos séculos XIX e XX de artistas como José Joaquim da Rocha, Presciliano Silva e Alberto Valença. A coleção inclui também mobiliário colonial, prataria e porcelanas europeias, com exposições temporárias que ocupam o segundo andar do casarão da Av. Sete de Setembro.

Obras e Artistas em Destaque no Acervo Permanente

O MAB é conhecido por sua coleção de pintura acadêmica brasileira. A sala principal exibe obras de José Joaquim da Rocha (autor da primeira pintura de teto da Igreja da Conceição da Praia) e de Presciliano Silva, retratista da elite soteropolitana do início do século XX. Há também uma série de paisagens do Recôncavo Baiano pintadas por Alberto Valença, com cenas de canaviais e engenhos. No mobiliário, destaque para a mesa de jantar em jacarandá do século XVIII e a coleção de cadeiras D. João V.

Exposições Temporárias: O Que Está em Cartaz em 2026?

O segundo andar do MAB é dedicado a mostras temporárias, que trocam a cada 3 ou 4 meses. Em 2026, a programação prevê uma exposição de fotografia documental sobre o Carnaval de Salvador (a partir de março) e uma retrospectiva do artista baiano Mário Cravo Neto (prevista para julho). As exposições temporárias têm curadoria do IPAC e geralmente incluem obras de acervos particulares ou de outros museus do estado. Consulte o site do IPAC para confirmar as datas exatas.

História do Palacete: O Prédio que Abriga o MAB

O casarão do MAB foi construído em 1918 como residência da família do comendador Antônio de Araújo, um rico comerciante de cacau. Em 1948, o governo do estado adquiriu o imóvel e instalou o museu, que antes funcionava no Palácio da Aclamação. A arquitetura é eclética, com influências neoclássicas e art nouveau — repare nos vitrais da escadaria principal, que retratam cenas do cultivo do cacau. Diferente de museus como o MAM, que ocupa um solar colonial reformado, o MAB preserva a estrutura original de palacete urbano, com salões de festa, quartos e copa.

Dicas Práticas para Explorar o Acervo

  • Comece pelo térreo: a sala de entrada tem um mapa do acervo e a obra mais antiga do museu (uma pintura religiosa do século XVIII). Não pule a sala de prataria — a coleção de talheres e castiçais de igrejas baianas é rara.
  • Leve uma lanterna de celular: a iluminação natural do casarão é fraca em alguns corredores, e as legendas das obras podem estar em cantos escuros.
  • Combine com a Biblioteca do IPAC: a biblioteca do instituto, na Rua da Graça, a 5 minutos a pé, tem catálogos das exposições do MAB que não estão à venda no museu.
  • Visite em dia de semana: aos sábados, grupos de excursão ocupam as salas principais, dificultando a leitura das legendas. Terça e quarta são os dias mais silenciosos.