Em resumo: O Edifício Altino Arantes, hoje Farol Santander, foi inaugurado em 1947 como sede do Banco Santander. Com 161 metros de altura e estilo art déco, foi o edifício mais alto de São Paulo até 1960. A conversão para centro cultural em 2018 preservou a fachada original e os interiores históricos, incluindo o hall de entrada com mármore Carrara.
História do Edifício Altino Arantes: Do Banco ao Centro Cultural
O edifício foi projetado pelo arquiteto Plínio Botelho do Amaral e inaugurado em 27 de junho de 1947 como sede do Banco Santander (então Banco Nacional Ultramarino). Com 36 andares e 161 metros, foi o arranha-céu mais alto de São Paulo até a construção do Edifício Mirante do Vale (Rua Brigadeiro Tobias, 356) em 1960. A estrutura em concreto armado e a fachada revestida de granito cinza são marcos do art déco paulistano. Em 2016, o Santander vendeu o prédio para o grupo Farol Cultural, que investiu R$ 50 milhões na reforma para transformá-lo em centro cultural. A reabertura ocorreu em 2018, com o nome Farol Santander.
Arquitetura Art Déco: Detalhes que Você Precisa Ver
O hall de entrada na Rua João Brícola, 24, é o ponto alto: piso de mármore Carrara importado da Itália, colunas revestidas de granito preto e um teto com vitrais art déco desenhados por Conrado Sorgenicht. Os elevadores originais, em bronze e vidro, foram preservados e ainda funcionam — são 6 cabines com capacidade para 8 pessoas cada. No 26º andar, o mirante tem uma cúpula de vidro que permite ver a estrutura metálica interna. O edifício é tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (CONPRESP) desde 1992, o que impede modificações na fachada.
O Que Diferencia o Farol Santander de Outros Edifícios Históricos?
Diferente do Edifício Martinelli (Rua São Bento, 200), que é residencial e comercial, o Farol Santander é exclusivamente cultural — não há lojas ou escritórios nos andares abertos ao público. A conversão manteve 80% da estrutura original, incluindo as janelas de madeira e os pisos de tacos nos andares expositivos. O Edifício Itália (Rua São Luís, 50), por outro lado, tem um restaurante no topo e menos foco em preservação histórica. Para quem gosta de arquitetura, o Farol oferece visitas guiadas (gratuitas, com agendamento) que explicam a construção e os materiais usados.
Vale a Pena?
Vale a pena para entusiastas de arquitetura e história. A visita guiada, que dura 1 hora, cobre os andares térreo, 4º e 26º e detalha a reforma de 2016-2018. Se você não se interessa por art déco, a vista do mirante e as exposições ainda justificam o ingresso. O Farol não tem concorrente direto em São Paulo — o Museu da Língua Portuguesa (Praça da Sé) foca em linguagem, não em história arquitetônica. Para quem mora no centro, é uma oportunidade de ver um prédio que marcou a paisagem por décadas.
Dicas Práticas
- Visita guiada: Agende pelo site (farolsantander.com.br) com 7 dias de antecedência — vagas limitadas a 20 pessoas por turma.
- Melhor horário: Terça-feira às 10h (gratuito) ou quarta-feira às 14h (menos movimento).
- Fotografia: Permitida em todas as áreas, sem flash nas galerias.
- Acessibilidade: Elevador panorâmico e rampas em todos os andares — cadeirantes têm acesso ao mirante.
- Próximo: Após a visita, caminhe até a Rua São Bento (5 minutos) para ver o Edifício Martinelli e o Viaduto do Chá.
FAQ: Perguntas Frequentes sobre a História
- O que é o Farol Santander? É um centro cultural no Edifício Altino Arantes, ex-sede do Banco Santander, inaugurado em 1947.
- Quantos andares tem? 36 andares, com mirante no 26º e exposições do 4º ao 7º.
- Quanto tempo leva a visita? Entre 1h30 e 2h, incluindo exposição e mirante.
- Pode tirar fotos? Sim, sem flash nas galerias.
- É acessível? Sim, com elevadores e rampas para cadeirantes.